quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Adeus Ano Velho (e Desgraçado!)


Vamos lá... por onde eu começo? Posso começar dizendo que esse, provavelmente, será o último texto desse ano. Posso também dizer que há uma chance, nada remota, de que esse seja o último texto do “Palavras do Güma”. Último mesmo. Estou pensando seriamente em acabar com o blog. Não vejam isso como uma estratégia de marketing para que vocês façam uma corrente no twitter, mandem dezenas de mensagens para mim que tripliquem o número de visitantes em uma semana ou qualquer coisa parecida. É que ando cansado mesmo. Cansado de escrever, cansado de criar, cansado de me expor pessoal e artisticamente. Ando cansado, sobretudo, deste ano de 2010, que tem sido infernal e implacável para com a minha humilde pessoa! É, ficou claro que eu quero me despedir, principalmente, do 2010GRAÇADO ano que peço a Deus que acabe antes que ele acabe comigo.

Escrever em blogs não é tarefa fácil, pior é quando o aquele que escreve deixa-se transparecer em seus sentimentos naquilo que é escrito. Todo blogueiro acha-se amado pelos seus visitantes mais assíduos, e, portanto, acha interessante dividir seus momentos com seu público através de textos, poemas, vídeos, enfim, através das atualizações de seu blog que acabam-se tornando atualizações de sua vida, um diário, quiçá, principalmente quando este é um blog livre, tal como é a proposta do “Palavras do Güma”, onde vocês, caso saiam em busca daquilo que já foi publicado, encontrarão de tudo um pouco, vide os tags abaixo do título. Definitivamente, quem acompanhou este blog sabe que eu não tive um ano bom. Pelo menos, não o tive a partir de Abril, quando “coisas aconteceram”.

Mas fazendo um balanço do ano, no futebol, só tive sofrimento. Como torcedor, como comentarista e até mesmo como jogador. 2010 chega ao fim e eu não fui a um jogo sequer. Unzinho! Logo eu que deixava de transar com qualquer mulher (qualquer mesmo) para ver o meu Santinha em campo, para bater palmas e lacrimejar todas as vezes em que o Esquadrão Coral entrava no gramado. Lembrar do Santa Cruz é lembrar de mais um ano de decepções, de mais um ano de Série D, mais um ano de derrotas para times ridículos e sem expressão nenhuma no futebol nacional.

Lembrar do Santa Cruz é lembrar daquele que me passou o Vírus Coral, que fez com que o “encarnado, preto e branco” fosse minha paixão suprema. Meu avô, o velho “Lambreta”, morreu em Outubro, vítima de complicações decorrentes do diabetes, doença que, apesar de não ser viral, de uma forma ou de outra acabei herdando também. No fim das contas, foi um descanso para ele e para a família.

Lembrar do meu avô, é lembrar da primeira vez em que tomamos uma cerveja juntos, ambos diabéticos, ele já sem uma das pernas. Foi nesse dia em que eu pude entender um pouco mais sobre meu avô e, consequentemente, um pouco mais sobre mim mesmo. Foi nesse dia em que ele me disse que foi abandonado pela mulher que ele mais amou na vida, que se casou com um vizinho. Os anos de dor se seguiram, até o dia em que eles se reencontraram, e ela confessou que havia se separado dele pelo fato de que o homem em questão havia dito a ela que o mataria caso continuasse sua relação com ele. Enfim, me pus no lugar dele e entendi o motivo de tanto rancor em relação à vida. Foi nesse mesmo dia que ele me disse que era viciado em lança-perfume, perguntou até se eu tinha um “canal” pra comprar!

Lembrar dessa história me faz lembrar de uma amada abandonando um amante. Sim, foi isso mesmo que aconteceu neste ano cavernoso. Um grande amor, nascido (pelo menos nessa vida) em 2009 e assassinado (ou melhor, amordaçado) em 2010. Tudo bem que acabou virando livro, meu primeiro romance, mas, sinceramente, obras de arte não servem de nada para os artistas. Um pouco de dinheiro, um certo reconhecimento, talvez, uma tapinha nas costas aqui, outra ali, mas a maioria das obras de arte não passam expressões ou do sofrimento ou da alegria que, num momento ou em outro, vai se transformar em dor. Sim, 2010 me transformou num pessimista, principalmente depois dos 6 meses em depressão (essa é a hora em que vocês ficam com pena de mim).

Lembrar de amores que deixam você na mão quando você mais precisa me faz lembrar da política, um outro grande amor que a cada dia me deixa mais desacreditado. Tivemos eleições nesse ano. Pior, tivemos segundo turno em âmbito nacional! Uma eleição, para quem não sabe, tem uma função bem mais importante do que escolher quem irá governar o país durante um mandato, serve, através dos guias eleitorais, comícios e debates na TV, para politizar o povo, para fazer com que o povo se interesse mais pela política, já que ele é o principal responsável pelas escolhas e a principal vítima, caso essas escolhas sejam erradas. O que se viu foi mais uma eleição de debates vazios, com exploração de temas eleitoreiros e, o pior de tudo, viu-se o quanto a nossa população é retrógrada e preconceituosa.

Não apoiei em meios de comunicação nenhum candidato, mas todos que comigo debateram acerca da questão foram informados que meu voto seria para a presidente eleita Dilma Rousseff, não por achar que ela estava preparada para assumir o governo, mas por achar que, para o bem do Brasil, José Serra (o rei da falácia) e Marina Silva (a pseudo-alternativa) não poderiam ser eleitos. Dos males, o menor, Dilma presidente e a direita (a descarada, pelo menos) afastada do poder por mais quatro anos.

Lembrar de eleições me faz lembrar de Copas do Mundo e de Olimpíadas, que, por um acaso ou não, acontecem nos mesmos anos de nossas eleições. A Copa que eu sonhava ver com aquela que eu sonhava viver o resto das Copas da minha vida, foi melancólica. Enquanto eu planejava meu apartamento cheio nos jogos do Brasil e meus fratellos nos jogos da Itália, cantando o hino, fosse ele o “ouviram do Ipiranga” ou o “Fratelli d’Italia”, assiti a uma Copa sofrível e, quase todo o tempo, sozinho. A Copa em si foi até engraçadinha, tirando a dor de cotovelo de saber que eu poderia estar ali fazendo a cobertura do torneio, na África do Sul. Tirando também que tanto o Brasil quanto a Itália caíram fora precocemente. Enfim, futebol 2010 foi pra esquecer!

Lembrar de esquecer me faz lembrar que esqueci muito do que se passou durante esse ano, mas que estou escrevendo a minha série que tem toda e completa intenção de plagiar “Wonder Years”, mas contando a minha história, a minha infância e adolescência nos anos 90. Seu nome não é “Memórias de Um Amnésico Quase Recifense” à toa. Sou amnésico dislexico e maníaco sexual (não pedófilo, por favor) assumido. Emfim, lembrar de esquecer, me faz lembrar de esquecer desse ano, pelo menos das coisas que não fazem bem.

Lembrar de esquecer me faz lembrar de não esquecer Alex Guterres, Ângelo Fábio, Biagio Pecorelli, Léo Zadi, Roberto Macarrão, Carolina Freitas, Bruno Piffardini, Marcio Baião, Forllan, Isabella Marques, Raphael Douglas, Dayenne Ribeiro, Sydmar Gianette, Leandra Siqueira, Diogo Testa, Coelho, Camila Rios, e todos os outros que eu não esqueci de lembrar, mas fiquei com preguiça de incluir aqui. Esses e tantos outros fizeram de meu 2010 um ano suportável! Obrigado a todos!

Obrigado a você, leitor. Suportar o Güma não é fácil, suportar o blog dele, deve ser pior ainda!

=====> (@joaopauloguma: Se ano que vem for pior, devo me matar de que jeito? Participe da #enquete)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Amor de Mordaça: O Encanto (Fragmento VI)


 
Sim, meu martírio é temporariamente amenizado, mas chego num estado lamentável, vou para a parte mais alta da casa dos meus pais, logo acima do andar onde ficam os quartos, ligo a televisão e vou assistir “Wonder Years”.

A melancolia toma conta de meu ser, viro passageiro daquele que considero como sendo o melhor seriado de todos os tempos. Seriado que, por sinal, me impede de assistir 90% dos que passam hoje em dia, tal como as seleções brasileiras de 70 e 82, e a Laranja Mecânica de 74 impedem muitos de assistirem a 90% das seleções das últimas Copas do Mundo.

Assim como Kevin Arnold, o personagem principal da trama, eu era um suburbano de classe média baixa, relativamente livre dos perigos das cidades e da zona rural, usufruindo, porém, das vantagens de ambos. Não era, no entanto, o caçula da família, mas muito daquele cenário no qual ele vivia refletia minha infância e adolescência, onde eu poderia brincar na rua sem medo, onde eu podia ir à escola sem medo, onde eu podia amar sem medo. Era o tempo da inocência e da liberdade, os anos incríveis que eu tinha a consciência de que não voltariam.

O que me resta desta noite é regado por uma garrafa de uísque e um rio de lágrimas. Lágrimas de desconsolo, de decepção, de sentimento de derrota. Ela já tem alguém, assim suponho, com toda a propriedade que minha visão e inteligência me permitem ter. Sofro numa intensidade assustadora e surpreendente, pois ela se trata de uma branca, com aparência sequelada, que, apesar de ser linda, talvez sequer conseguisse me excitar. Como se não bastasse, tem o mesmo nome de minha ex-mulher.

A questão era bem simples, ela tinha conseguido arrancar lágrimas de mim, uma verdadeira pedra. Há aqueles que me acham sensível, mas minhas lágrimas sempre foram sagradas, nunca me deixei chorar com facilidade, nunca deixei, em hipótese alguma, que me vissem chorar, isso desde a minha infância.

Quebrei as duas pernas e os dois braços quando criança e nunca havia chorado na frente de estranhos e mesmo as dores que não eram físicas foram devidamente engolidas por meu orgulho e pelo meu eterno sentimento de que há males que vêm para o bem. Porém, ali em minha rede, com as idas e vindas de Kevin Arnold e Winnie Cooper, não segurei meu choro, não consegui me convencer de que ali estava um mal que viria para o bem. Eu, ali, me considerei a mais infeliz das criaturas.

Confesso que gostaria que tudo tivesse terminado ali, eu gostaria que esse amor morresse por falta de alimento. Mas caralho!!! O que eu sinto é amor de verdade! Puta que o pariu!!! AMOR DE VERDADE!!! Essa porra não passa.

Mas o que eu estou pensando? Ela é uma mulher linda (estranha, mas linda), que mora num bairro nobre, de classe média alta, que já morou fora do país. O que diabos eu tenho para oferecer a ela? Que atrativos possuo para que ela queira se envolver comigo? Sou feio, de classe média baixa, moro longe e estou, atualmente, desempregado. Pior, não sou Cinderela. Nem a da Disney, nem a do Alto do Pascoal.

Ela é de um mundo diferente do meu e a história da literatura conta o que geralmente acontece quando dois mundos distintos são (ou tentam ser) unidos por um casal: problemas, divergências, intervenções externas, enfim, sempre dá em merda, apesar de renderem belas histórias de amor.

Eis que percebo... É isso! Uma bela história de amor! É exatamente isso que eu tenho a oferecer. Alguém seria capaz de oferecer uma linda história de amor de uma forma melhor do que a minha? Pois bem, é exatamente isso que eu vou lhe dar. Isso se ela, assim, permitir.

Darei a essa moça branca, fria, chorona e estranha o maior amor que um homem pode dar a uma mulher (ou a um outro homem, neste Mundo GLS de Meu Deus!). Sei que só um milagre me faria tê-la em meus braços, mas o milagroso depende de nossos desejos e eu a desejo da forma mais intensa que existe. Não é um desejo idiota como conhecer o futuro, ser imortal, ser apenas prazer perpétuo, ser impassível, incorruptível, ubíquo, ser admirado, adorado ou qualquer merda dessas!

O que desejo é, sem dúvida, um conjunto de impossibilidades ou de improbabilidades. O homem é, sem dúvida, oriundo do desejo, não uma criação da necessidade. Não preciso dela, apenas a desejo. Apenas desejo dar-lhe o maior dos amores, daqueles que não podem ser amordaçados de tão fortes e avassaladores, um amor de verdade, que será eterno em sua, também eterna, duração. Fudeu... enlouqueci!

Dois dias depois volto a encontrá-la na aula e ao fim da mesma, ela me traz a camisa que levara consigo no primeiro encontro. Ela me devolve, de uma forma extremamente fria e vai embora. Se durante esse momento ela diz cinco palavras, é muito.

Momentos antes, ela me explica, pela internet, que ambos (ela e o carinha pegajoso) são só amigos, e que ele estava consolando-a por alguns problemas que haviam ocorrido. Uma verdade do universo: o que nos perturba não são os acontecimentos, mas os juízos que fazemos deles. Não sei o motivo pelo qual ela faz questão de me explicar isso, todavia, inconscientemente, isso me dá uma certa esperança.

Em contraponto a essa esperança, sigo na dicotomia à Kerouac: Esperanza x Tristessa. O fato é que ela está ali, mais gelada do que antes, me entregando a tal camisa. Pior, entregando-a lavada, contrariando o meu pedido. Pedido este que havia sido expresso de uma forma clara enquanto a simbologia romântica da ação, coisa que ela queria, ali, naquele momento, suprimir, ou melhor, trucidar.

A última imagem que tenho dela neste dia é a de uma moça aparentemente (ou fingindo-se) feliz, brincando com malabares. Ou seja, ela não estava fria, estava fria comigo. A última imagem que tenho de mim mesmo é a de um derrotado. “Estar morto é estar entregue aos vivos”. Novamente Sartre me dá uma paulada com o porrete da verdade, pois estou entregue a ela por Eros, estou morto enquanto vontade (ou vontade de potência, se preferirem). É o fim da linha, penso eu.

Depois de chegar em casa, de entrar em meu quarto, percebo que de lá não quero mais sair, e não saio. Por três semanas fico trancado em meu quarto e só saio para me alimentar uma vez por dia e nem todo dia. Estou num estado, definitivamente deplorável. Quase tudo por causa de uma branquela estranha.

A esperança é completamente suprimida e a tristeza torna-se minha inseparável companhia. Se vivemos, no mundo terreno, em uma mescla de tempo e de eternidade e o inferno seria tempo puro, tal como Weil falava, eis que descubro o tal “tempo puro”, o inferno do qual ele se referia.

A depressão me abate, mas faz com que eu escreva uma obra épica, completamente inspirada nela, completamente dedicada a ela. Grandes obras são, geralmente, feitas em momentos de grande tristeza, e eu me tornava vítima de minha própria obra, ou obra daquilo que me vitimou.

Obviamente sou reprovado em todas as disciplinas da faculdade com essa longa ausência, exceto a disciplina de dramaturgia, onde assisto aula com ela e que, por conta dessa obra, eu havia material mais do que suficiente para ser aprovado com sobras. Disciplina que, inclusive, serei obrigado moralmente a freqüentar por dois motivos, nenhum deles, por sinal, acadêmico. O primeiro é, obviamente, chegar mais perto da minha amada, fazer com que a conquista aconteça de verdade. O segundo, já o segundo talvez eu fale mais à frente. Não, pra falar a verdade, eu não vou me pronunciar acerca desse segundo motivo. Ponto Final.
 
(continua...)

Memórias de Um Amnésico Quase Recifense: Cap I - Tempo de Mudanças (Final)



NARRADOR: E lá se foi ela, chorando. Já eu fiquei ali num turbilhão de pensamentos, com um sentimento de culpa que aumentou infinitamente quando lembrei aquilo que eu havia dito, quando lembrei que, talvez, ele havia me chamado para a última pelada que jogara, que eu não havia participado de sua despedida dos campos, mas fiquei completamente destruído quando olhei para o lado e vi meu irmão chorando, vendo a morte tão de perto, atingindo uma pessoa que vivera tão pouco e já era chamado para o outro lado. Ali eu via, entre outras coisas, o quanto éramos pequenos, o quanto que a morte não escolhe hora, lugar, muito menos pessoa para manifestar o seu poder supremo, o poder de ter todas as pessoas do mundo, em seu momento, em seu lugar. Lugar e momento os quais só ela sabia. Só ela era dona do nosso destino final. Eis que meu irmão se aproxima... lentamente...

LUIGI: Mãozinho, promete que você nunca vai morrer?

GIOVANNI: Eu prometo, Mãozinho... Eu prometo.

NARRADOR: Naquele momento, além de perceber que meu irmão perdera mais que um conhecido, perdera o seu ídolo, o cara que fazia os gols da rua, decidi duas coisas. A primeira é que eu não obedeceria a minha mãe quanto a não jogar mais bola. A segunda, era que eu poderia levar uma surra pelo que eu faria a seguir... eu não estaria nem aí...

GIOVANNI: E aí? Prontos?

TODOS: Prontos!!!

GIOVANNI: Essa é por Matutinho!

TODOS: ISSO!!!

GIOVANNI: Ele gostaria de estar aqui com a gente agora...

NARRADOR: Ali, jogando futebol com os meus vizinhos e amigos, tive a impressão de ter ouvido a voz dele, gritando, pedindo a bola, elogiando uma boa jogada, ou mesmo rindo dos lances bizarros que só nós éramos capazes de realizar. Sim, de uma forma ou de outra, ele estava lá. E nós, estávamos lá por ele. Jogamos até quase meia-noite, mas ninguém reclamou, nem os vizinhos, nem nossos corpos exaustos. Ninguém queria ir embora. Nenhuma mãe chamou o seu para entrar e dormir. Todos, de uma forma ou de outra, sabíamos que ali não estava acontecendo uma simples pelada, estava acontecendo uma homenagem a alguém que partira, muito jovem, cheio de vida. Alguém que não viveria aquilo que nós iríamos viver, alguém que não iria para o 2º Grau, ou mesmo para a faculdade, muito menos formaria uma família. Além de tudo isso, o que acontecia ali era um ritual de passagem. A partir daquele momento, coisas como o amor, o ódio e a morte faziam parte de nossas histórias. A partir dali, já não éramos mais crianças. Éramos a geração que atingiria o ápice da juventude no, antes tão distante, ano 2000. A adolescência, porém, nos chegou de uma forma trágica, com a perda de um querido colega, de um talentoso centroavante. Coube a mim assumir a “Camisa 9” naquele dia, mesmo que, em nossas camisas, não houvesse números. Havia apenas uma mistura de suor e de lágrimas. A propósito, eu levei uma surra, mas não da minha mãe. Lembrem-se, a minha média é de 0,03 gols por partida.

GIOVANNI: Desculpa não ter jogado aquela contigo, amigo! Obrigado por tudo. Fica em paz!

NARRADOR: Hoje, quando me lembro disso, vem à minha mente o fato de que eu, de certo e carinhoso modo, o invejei naquele momento. Ele deixava de fazer dupla de ataque comigo. A partir de agora, teria um companheiro a sua altura... Denner. Por sinal, eu nem lembro porque o chamávamos de Matutinho...


(FIM)

Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores Novamente

A lista dos deputados que votaram a favor, ou não, ao aumento de salários (deles, é óbvio), e seus respectivo twitters. Créditos ao http://opoderbrasileiro.blogspot.com/

DEM

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http://twitter.com/#!/acmnetodeputado
Cassio Taniguchi (Perfil não identificado)
http://twitter.com/#!/claudio_cajado
http://twitter.com/#!/fabio_souto
http://twitter.com/#!/felixmendoncajr
Francisco Rodrigues (Perfil não identificado)
Germano Bonow (Perfil não identificado)
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https://twitter.com/#!/indio
http://twitter.com/#!/DepJairoAtaide
João Oliveira (Perfil não identificado)
http://twitter.com/#!/jorge_khoury
http://twitter.com/#!/jorginhomaluly
http://twitter.com/#!/aleluiacosta
José Carlos Machado (Perfil não identificado)
http://twitter.com/#!/depmainha
José Mendonça Bezerra (Perfil não identificado)
http://twitter.com/#!/JulioCesar2580
http://twitter.com/#!/Lael_Varella
Lira Maia (Perfil não identificado)
http://twitter.com/#!/dep_setim
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Pedro Valadares (Perfil não identificado)
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PCdoB

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Osmar Júnior (Perfil não identificado)

PDT

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José Carlos Araújo (Perfil não identificado)
Julião Amin (Perfil não identificado)
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Paulo Pereira da Silva (Perfil não identificado)
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Sebastião Bala Rocha (Perfil não identificado)
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Wolney Queiroz (Perfil não identificado)

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Silvio Lopes (Perfil não identificado) ABSTENÇÃO
http://twitter.com/#!/thelmadoliveira
http://twitter.com/#!/vanderleimacris
http://twitter.com/#!/zenaldocoutinho

PSOL

http://twitter.com/#!/depchicoalencar (VOTOU CONTRA SEU PRÓPRIO AUMENTO SALARIAL)
http://twitter.com/#!/dep_ivanvalente (VOTOU CONTRA SEU PRÓPRIO AUMENTO SALARIAL)
http://twitter.com/#!/lucianagenro (VOTOU CONTRA SEU PRÓPRIO AUMENTO SALARIAL)

PT

http://twitter.com/#!/andrevargas13
http://twitter.com/#!/angelaportela_
http://twitter.com/#!/angelovanhoni
http://twitter.com/#!/deputadobiffi
Antonio Carlos Biscaia (Perfil não identificado)
http://twitter.com/#!/assisdocouto (VOTOU CONTRA SEU PRÓPRIO AUMENTO SALARIAL)
Beto Faro (Perfil não identificado)
Carlos Abicalil (Perfil não identificado)
http://twitter.com/#!/carlossantanapt
http://twitter.com/#!/carloszarattini
http://twitter.com/#!/depcidadiogo (VOTOU CONTRA SEU PRÓPRIO AUMENTO SALARIAL)
http://twitter.com/#!/deciolimapt (VOTOU CONTRA SEU PRÓPRIO AUMENTO SALARIAL)
http://twitter.com/#!/devanirribeiro
http://twitter.com/#!/dep_valverde (VOTOU CONTRA SEU PRÓPRIO AUMENTO SALARIAL)
http://twitter.com/#!/emiliafernandes ABSTENÇÃO
http://twitter.com/#!/ferropt
http://twitter.com/#!/fernandomarroni
http://twitter.com/#!/geraldo1330
http://twitter.com/#!/deputadogilmar
http://twitter.com/#!/iran_barbosa (VOTOU CONTRA SEU PRÓPRIO AUMENTO SALARIAL)
http://twitter.com/#!/jilmartatto
http://twitter.com/#!/josegenoino
José Guimarães (Perfil não identificado)
http://twitter.com/#!/depluizalberto
http://twitter.com/#!/luizcoutopt (VOTOU CONTRA SEU PRÓPRIO AUMENTO SALARIAL)
http://twitter.com/#!/magelapt (VOTOU CONTRA SEU PRÓPRIO AUMENTO SALARIAL)
http://twitter.com/#!/depmarcomaia
http://twitter.com/#!/mauricio_rands
Nelson Pellegrino (Perfil não identificado)
http://twitter.com/#!/DepOdairCunha
http://twitter.com/#!/deputadofederal (VOTOU CONTRA SEU PRÓPRIO AUMENTO SALARIAL)
http://twitter.com/#!/rochasenador
http://twitter.com/#!/pauloteixeira13
http://twitter.com/#!/pedroEugeniopt
Pedro Wilson (Perfil não identificado)
http://twitter.com/#!/reginaldolopes
http://twitter.com/#!/sergiobc1300
http://twitter.com/#!/vanderloubet (VOTOU CONTRA SEU PRÓPRIO AUMENTO SALARIAL)
http://twitter.com/#!/VICENTINHOPT
http://twitter.com/#!/depvignatti
http://twitter.com/#!/V_GuimaraesPT
http://twitter.com/#!/pinheirosenador
Zé Geraldo (Perfil não identificado)
http://twitter.com/#!/zezeuribeiro

PTB

http://twitter.com/#!/canzianialex
http://twitter.com/#!/acchamariz
Armando Abílio (Perfil não identificado)
Ernandes Amorim (Perfil não identificado) (VOTOU CONTRA SEU PRÓPRIO AUMENTO SALARIAL)
http://twitter.com/#!/marquezellinews
http://twitter.com/#!/prefeitoroberth
Paulo Roberto Pereira (Perfil não identificado)
http://twitter.com/#!/oPedroFernandes
Roberto Alves (Perfil não identificado)
Sérgio Moraes (Perfil não identificado)

PTC

Carlos Willian (Perfil não identificado)
http://twitter.com/#!/paesdelira (VOTOU CONTRA SEU PRÓPRIO AUMENTO SALARIAL)

PTdoB

Vinicius Carvalho (Perfil não identificado)

PV

http://twitter.com/#!/antonioroberto
Ciro Pedrosa (Perfil não identificado)
http://twitter.com/#!/DR_TALMIR (VOTOU CONTRA SEU PRÓPRIO AUMENTO SALARIAL)
http://twitter.com/#!/EdsonDuarte_
http://twitter.com/#!/_FabinhoRamalho
http://twitter.com/#!/gabeiracombr (VOTOU CONTRA SEU PRÓPRIO AUMENTO SALARIAL)
Henrique Afonso (Perfil não identificado) (VOTOU CONTRA SEU PRÓPRIO AUMENTO SALARIAL)
http://twitter.com/#!/bassuma (VOTOU CONTRA SEU PRÓPRIO AUMENTO SALARIAL)
Marcelo Ortiz (Perfil não identificado)
http://twitter.com/#!/santiagofederal

"Top" 20!

Comentando rapidinho a lista dos 20 que foram considerados os mais influentes do Twitter:


1. Justin Bieber (cantor) – Um sinal de que não há limite de idade nem de QI para se fazer uma conta no Twitter. Cadê o Michael Jackson numa hora dessas?



2. Paulo Coelho (escritor) – Sim, ele é influente no mundo inteiro, mas por um simples motivo: o mundo não sabe falar português (não que o Brasil saiba, mas...)!



3. Joe Jonas (músico) – Prefiro o Nick e o Kevin!




4. Kanye West (cantor) – Tenho certeza que tá aí no Top Five por causa das cotas raciais!




5. Dalai-lama (líder espiritual) – Caramba, ele tem Twitter?




6. Nick Jonas (músico) – Prefiro o Kevin, cadê ele?




7. Lady Gaga (cantora) – Qual é a filosofia dela mesmo?





8. Conan O'Brien (apresentador de TV) – Sinceramente, acho o macaco mais influênte!




 9. Diddy (rapper) – Uma certamente uma homenagem aos 50 anos de carreira, sua trajetória nos Trapalhões... merecido!



10. Hayley Williams (cantora) – Ahhh... eu gosto do cabelo água de salsicha dela! Quase que ela me influencia a fazer o mesmo no meu! #fofa




11. Barack Obama (presidente dos EUA) – Graaaaaaannnnnnde Obama!!! Pena que a influencia dele no Twitter não evitou a DERROTA HISTÓRICA do Partido Democrata no congresso estadunidense!


12. Kim Kardashian (modelo) – Eu confesso, ela me influencia! A que, eu não posso dizer! Mas com aqueles vídeos dela, ela me influencia! Devia estar no topo... mas ela prefere ficar embaixo!



13. Tyrese Gibson (cantor) – Porra, um negão daquele tamanho não te influenciaria não? Mais do que justo! Ahhh... e retiro a história das cotas!




14. Federico Devito (modelo) – Acho o Danny DeVito muito mais presença... aahhh, mas é influência, não é? Sim, sim, muito influente!




15. José Serra (político) – Isso foi antes ou depois do Wikileaks?




16. Ellen DeGeneres (comediante) – Confesso que ri mais ao vê-la na lista do que com o humor dela!


17. Angela Simmons (empresária) – Acho que tô muito mal informado, nunca ouvi falar dela... ela é filha do Paul Simmons?



18. Katy Perry (cantora) – Cadê a Madonna, heim? Até da Britney eu tô com saudades!



 
19. Roger Ebert (crítico de cinema) – Esse cara ainda é vivo?



20. Rick Warren (pastor) – Tava demorando... tinha que ter uma porra de um pastor!





Concluíndo, senhores... essa lista reflete o quão imbecis são boa parte dos usuários do Twitter, uma ferramenta extremamente útil e democrática, mas que é utilizada de uma forma fútil por boa parte de seus membros. Quer um conselho, não me sigam!!!Vai que eu entro nessa lista...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Aumento? Que Aumento?

Serei sincero e conciso: não me incomodo mais com um aumentozinho de salários aqui, outro ali. Se deputados, senadores, presidentes, ou o diabo à quatro querem aumentar o próprio salário, aumentem! Trabalhem, porém! Não roubem, porém! Nesse ano de 2010 não foi o aumento de salários (ou lavagem de dinheiro legalizada) que me chocou na política, mas alguns fatos que, num país sério, não não aconteceriam:

1.    Governador do Rio de Janeiro dá dispensa remunerada aos servidores estaduais para protestar
2.    Senado autoriza parlamentares a utilizarem "passagens extras" em 2010
3.    Tribunais Eleitorais não seguem a lei punindo os candidatos que já começaram a fazer campanha
4.    Deputado Ernandes Amorim (PTB-RO) pede que a Câmara compre um jatinho para deputados
5.    Gasto com publicidade de senadores cresce 52% em véspera de ano eleitoral
6.    Senadores ganham diárias para ficar em casa
7.    Deputados repassaram verbas públicas para empresas doadoras de campanha
8.    Senado gasta R$ 6,4 milhões com despesas médicas de ex-senadores
9.    2 mil faltas a mais na Câmara em 2009
10.    Senado libera 274 funcionários de registrar presença
11.    Fraude desvia R$ 2 milhões na Câmara
12.    Deputado Waldemir Moka (PMDB-MS) pede voto com dinheiro público da Câmara
13.    Deputado Sandro Mabel (PR-GO) diz ter ajudado a pagar carro para acusado de praticar golpe da creche na Câmara
14.    Senado abona 8 de cada 10 faltas dos senadores
15.    Câmara paga R$ 390 mil em horas extras no recesso
16.    Senador Renan Calheiros (PMDB-AL) contratou "fantasma" exonerada por Sarney
17.    Deputados eleitos presidentes de comissões são alvo no STF
18.    Agaciel Maia, pivô do escândalo dos atos secretos, não é demitido
19.    Escândalo da Casa Civil- Erenice Guerra e filhos

Isso só nesse ano... se formos analisar a década:

1.    Caso Luís Estevão
2.    Escândalo da Quebra do Sitio do Painel do Senado (envolvendo os presidentes do Senado, Antônio Carlos Magalhães e Jader Barbalho)
3.    Escândalos no Cerrado em 2001
4.    Caso Toquinho do PT
5.    Caso Celso Daniel
6.    Caso Lunus (ou Caso Roseana Sarney)
7.    Operação Anaconda
8.    Caso José Eduardo Dutra
9.    Escândalo do Propinoduto
10.    Escândalo do Valerioduto
11.    CPI da Pirataria
12.    Escândalo dos Bingos(ou Caso Waldomiro Diniz)
13.    Caso Luiz Augusto Candiota
14.    Caso Kroll
15.    Escândalo dos Vampiros
16.    Irregularidades na Bolsa-Família
17.    Escândalo dos Correios (Também conhecido como Caso Maurício Marinho)
18.    Escândalo do IRB
19.    Escândalo da Novadata
20.    Escândalo da Usina de Itaipu ou Operação Castores
21.    Escândalo das Furnas
22.    Escândalo do Mensalão
23.    Escândalo do Leão & Leão
24.    Escândalo da Secom
25.    Escândalo do Brasil Telecom (também conhecido como Escândalo do Portugal Telecom ou Escândalo da Itália Telecom)
26.    Escândalo da CPEM
27.    Mensalão Tucano
28.    Escândalo dos Dólares na Cueca
29.    Escândalo do Banco Santos
30.    Escândalo Daniel Dantas - Grupo Opportunity (ou Caso Daniel Dantas)
31.    Escândalo do Banco BMG (Empréstimos para aposentados)
32.    Escândalo dos Fundos de Pensão
33.    Escândalo dos Grampos na Abin
34.    Escândalo do Foro de São Paulo
35.    Escândalo do Mensalinho
36.    Caso Toninho Barcelona
37.    Doação de Roupas da Lu Alckmin (esposa do Geraldo Alckimin)
38.    Escândalo da Nossa Caixa
39.    Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo (Também conhecido como Caso Francenildo Santos Costa)
40.    Escândalo das Cartilhas do PT
41.    Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados
42.    Escândalo das Sanguessugas (Inicialmente conhecida como Operação Sanguessuga e Escândalo das Ambulâncias)
43.    Operação Confraria
44.    Operação Dominó
45.    Operação Saúva
46.    Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra
47.    Mensalinho nas Prefeituras do Estado de São Paulo
48.    Escândalo do Dossiê
49.    Escândalo da Renascer em Cristo
50.    Operação Testamento
51.    CPI da Ampla
52.    CPI da Crise Aérea (Senado Federal e Câmara dos Deputados)
53.    Operação Hurricane (também conhecida Operação Furacão)
54.    Operação Octopus
55.    Operação Navalha
56.    Operação Carranca
57.    Operação Xeque-Mate
58.    Operação Moeda Verde
59.    Caso Renan Calheiros
60.    Escândalo das Concessões (Concessões de Emissoras de Rádio e TV no Caso Renan Calheiros}
61.    Operação Sétimo Céu
62.    Operação Hurricane II (também conhecida Operação Furacão II)
63.    Caso Joaquim Roriz (ou Operação Aquarela)
64.    Operação Babilônia
65.    Operação Firula
66.    Escândalo do Corinthians (ou caso MSI)
67.    Caso de Fraudes em Exames da OAB
68.    Operação Águas Profundas (também conhecida como Caso Petrobras)
69.    Caso Cássio Cunha Lima (em Paraíba)
70.    Operação Nove
71.    CPI da Pedofilia
72.    Escândalo dos cartões corporativos
73.    Caso Bancoop
74.    Esquema de desvio de verbas no BNDES
75.    Máfia das CNH's (Fraudes no DETRAN de São Paulo)
76.    Caso Álvaro Lins, no Rio de Janeiro
77.    Operação Satiagraha Prisão de Daniel Dantas
78.    Dossiê Revista VEJA
79.    Crise Ética da Imprensa Potiguar (Atingiu seu auge nas eleições municipais de 2008)
80.    Operação Selo
81.    Operação Deja Vu
82.    Escândalo das passagens aéreas
83.    Escândalo dos atos secretos
84.    Escândalo dos falsos currículos de Dilma e Mercadante
85.    Escândalo da Receita Federal - Lina Vieira
86.    Censura ao jornal O Estado de São Paulo
87.    Escândalo do BNDES - Paulinho da Força Sindical
88.    Escândalo do conselho do FAT
89.    Escândalo da compra de caças franceses Rafale
90.    Escândalo José Sarney - Compra de apartamentos por empreiteira
91.    Escândalo do filho de Lula - Gamecorp
92.    Escândalo da venda da Brasil Telecom
93.    Escândalo dos Fundos de Pensão - Luiz Gushiken
94.    Escândalo da Petrobras - Refinarias
95.    Escândalo da Petrobras - ONGs
96.    Escândalo da Petrobras - patrocínio de festas juninas
97.    Escândalo do financiamento do MST
98.    Escândalo do INCRA
99.    Escândalo dos gastos dos jogos Panamericanos Rio
100.    Escândalo da ferrovia Norte-Sul
101.    Escândalo da falência da VARIG
102.    Escândalo da VARILOG e Dilma Roussef
103.    Escândalo do Dossiê da Casa Civil - Dilma Roussef
104.    Escândalo das obras do PAC
105.    Escândalo da expropriação de ativos da Petrobras na Bolívia
106.    Escândalo do "Apagão Aéreo"
107.    Escândalo das licitações da INFRAERO
108.    Escândalo dos Correios
109.    Escândalo do IPEA - desestruturação e politização do órgão
110.    Escândalo da IURD - Igreja Universal do Reino de Deus
111.    Escândalo da pane do Speedy - Banda Larga de Internet
112.    Escândalo da SECOM - gastos de publicidade do governo federal
113.    Escândalo da gasolina batizada
114.    desestruturação das agências reguladoras
115.    CPI da Coelce
116.    CPI da Enersul
117.    CPI da Conta de Luz
118.    CPI das ONGs
119.    Escândalo da privatização das rodovias federais
120.    Gripe Suína e os dados oficiais
121.    Escândalo do trem bala Rio - São Paulo - TAV
122.    Operação Boi Barrica
123.    Escândalo da Fundação José Sarney
124.    Vereadores de Cornelio Procopio Utilizam diarias falsas
125.    Escândalo da Casa Civil- Erenice Guerra e filhos

Bem que eu tentei ser curto em meu texto... mas a corrupção não deixou!
Enfim... você, meu querido (e)leitor, tem certeza que vai esquentar o cu com rola fina?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Amor de Mordaça: O Encanto (Fragmento V)


Eis que o grande momento se aproxima. O importante é que estou, agora, no tal shopping e chega a hora marcada. Subo as escadas rolantes do lugar e vejo de forma gradativa algo que me machuca profundamente: ela, abraçada de forma extremamente íntima com um cara que eu nunca tinha visto na vida, sentada à mesa junto com a amiga do outro dia.

A morte me cairia bem, seja ela a impossibilidade da possibilidade ou a possibilidade da impossibilidade. Mas, infelizmente, sigo vivo e com a visão em perfeito estado. Sigo vendo o tal rapaz fazendo carícias em seu ombro e pescoço. “Oh, mas como é amargo olhar a felicidade pelos olhos de um outro homem!”. Isso, Orlando (ou Wilde)... é foda mesmo!

Vejo, porém, o rosto dela intranqüilo e num quase-choro ou num pós-choro. Não conseguia discernir com exatidão, assim como eu não conseguia entender o que eu sentia, se eu a amava ou a odiava naquele momento digno de esquecimento. A única coisa que eu tinha a absoluta certeza era a de que, realmente, o inferno são os outros, nesse meu romance quase-sartreano.

O resultado disso é que sou moralmente obrigado ao levar os três à peça. Pior, meu orgulho me obriga a pagar os ingressos dos dois intrusos sem que eles percebam que não se tratava de uma entrada gratuita. O fato de eu ser amigo daquele que controlava a entrada das pessoas foi primordial para esse singelo sigilo. Faz parte do meu Código Nietzschiano de Honra.

Assistimos ao espetáculo que deveríamos ver juntos (e de preferência abraçados) separados pelos dois. Meu ódio só aumenta pelo fato de, após o espetáculo, ela sempre evitar ficar ao meu lado, sempre evitar o meu possível toque, meu possível carinho. É impossível não lembrar-se de Sartre novamente, quando ele diz que o desejo se exprime pela carícia, como o pensamento pela linguagem. Nem carinho, nem muitas palavras. Nem meu desejo, nem meu pensamento são contemplados com uma migalha de qualquer coisa que venha a lembrar satisfação. Matem-me, por favor!!!

Vamos para um bar na Rua da Moeda, ouvir um blues e, de alguma forma, anular meus novos inimigos, entre eles, o meu amor. Sem sucesso. Assim segue-se a noite, um martírio sem fim. Depois de tentativas tolhidas, fica óbvio que ela quer a minha distância e eu a dou, com todos os requintes de mágoa que alguém poderia sentir. Chega o momento em que começo a dar gargalhadas, as Macambúzias Gargalhadas do Ego Ferido, o primeiro sinal de que estou me desesperando. Controlo-me, porém, em minhas reações, exceto quando ela me pergunta se está tudo bem. Tudo tem limites... Paciência, inclusive!

Estou em minha segunda carteira de cigarro (“eu que não fumo, pedi um cigarro”), bebo doses e mais doses de cachaça para esquecer o que está acontecendo. Estou tentando ser simpático com o tal rapaz (apesar de não ser tão bom ator, nem dentro, nem fora dos palcos). Estou encurralado por pessoas querendo reprimir o meu desejo. Enfim, estou tomando no centro de meu cu e ela vem me perguntar se está tudo bem?

Respondo a pergunta da branquinha de forma completamente (e surpreendentemente) irônica. Respondo-lhe perguntando (ou pergunto-lhe, respondendo): “Como é que não poderia estar tudo bem? Uma boa música, gente bonita conversando à mesa... Enfim, como não poderia estar tudo bem?”. C’est fini!

Graças a Deus, pouco tempo após minha reação à pergunta idiota, ela vai embora juntamente com os dois. Antes disso, o amigo que eu havia encontrado no shopping aparece, senta-se um pouco, conversa comigo durante um tempo, diz que havia fumado um baseado e que aquilo não o havia feito muito bem. Ambos procuramos prazeres que, na verdade, acabaram com nossas respectivas noites. Mais uma peça pregada pela Soberana Coincidência Atemporal Murphyana.Conversamos um pouco sobre coisas de nossa vida profissional, conto-lhe, por alto, o que está acontecendo naquele momento, o calvário ao qual estou sendo submetido por aquelas três criaturas, dois demônios e uma anjinha demoníaca.

Pouco tempo depois, ele vai embora, mas antes comenta que a mesa esta muito “baixo-astral”. Sou obrigado a concordar em número (cinco ao invés de dois), gênero (uma lésbica, um pansexual, dois homens heterossexuais e uma moça desejada por todos à mesa) e grau (de emputecimento de minha parte, no caso).  A mesa era o Supremo Quadrilátero Baixo-astral Recifense. A verdade é que vivemos num mundo cheio de “Baixo-Astrais” onde faltam “Super-Xuxas”. Ela é a minha “Super-Xuxa”, com seu loiro pintado de acaju. Mas hoje ela é a vilã da história. Hoje eu sou o Príncipe Desencantado, o ódio em pessoa física, jurídica e espiritual. No final desta fatídica noite, nem o Petit Gateau do Amor que eu fiz com que minha nova musa provasse, ela deixou que eu pagasse. Uma noite completa!

O mais triste é que a banda que estava tocando blues ali, naquele bar, era composta por músicos amigos meus que já tinham, inclusive, tocado comigo. Além disso havíamos feito um acordo, quando eu desse o sinal, todos começariam a tocar “Fly me to the Moon”, de Frank Sinatra, e eu cantaria, olhando nos olhos dela, oferecendo a tal música para ela.

No intervalo, eu recitaria o seu cordel, aquele que eu havia feito inspirado e dedicado a ela, depois comeríamos o tal petit gateau, o mais delicioso da cidade, segundo meu julgamento. Seria um golpe de mestre, caso ele fosse concretizado, caso não fossem os dois desagradáveis intrusos. Estou aqui, sozinho, esperando os meus amigos terminarem de tocar, guardarem os instrumentos, para comermos algo e irmos embora. Saindo de lá, vou para a casa dos meus pais. Num estado de desesperança de dar pena. 

(continua...)

sábado, 11 de dezembro de 2010

Vai Dar Inter!


Não vou me prolongar muito, prometo! O fato é que, no Mundial de Clubes da Fifa, a configuração está extremamente favorável ao encontro da Internazionale e do Internacional. Meu palpite, eu falo agora mesmo, sem medo de que vocês percam o interesse pelo resto do texto: vai dar Inter... o da Itália!

Antes de qualquer coisa, tenho algo a dizer para aqueles que defendem o Mundial de Clubes com o confronto, único, entre Europeus e Sul-Americanos. Se, para esses críticos, o nível técnico das equipes campeãs dos demais continentes não se compara com os campeões da Europa e da América do Sul, então eles deveriam pregar o fim do Mundial em si. Explico, fazendo uso de uma lógica que esteve à tona já no torneio desse ano. A probabilidade do Mazembe vencer o Pachuca era a mesma (digo mais, menor) do que o Pachuca vencer o Internacional, que, por sua vez, é igual às chances do Internacional vencer a Internazionale. Digo mais, a probabilidade do Internacional vencer a Inter de Milão é maior do que era a de vencer o Poderoso Barcelona, com todos os jogadores nas pontas dos cascos!

Se não fui claro, estamos falando de futebol, o esporte do imponderável! O Mazembe fez o que parecia impossível, vencer o bom (mas que jogou horrivelmente) time do pachuca e pode, sim, vencer o Internacional e fazer a final com, quem sabe, o Seongnam. O futebol abre espaço para tudo isso, portanto, se é pra deixar apenas os dois mais importantes continentes no Mundial, façamos, então, da Supertaça Européia, o Mundial Interclubes! Ou nem isso, quem ganhar a Champions League será campeão Europeu e Mundial ao mesmo tempo.

Mas voltando ao ponto inicial, os confrontos das semifinais (Internazionale x Seongnam & Internacional x Mazembe) tem favoritos claros, explícitos. A Inter enfrentará uma equipe batalhadora que tem em Molina (ex-Santos), seu maestro e na obediência tática a esperança de conseguir um milagre. O Inter vai encontrar pela frente uma zebra da competição, inspirada, veloz, mas que não possui um bom toque de bola. Além disso, o Mazembre teve um jogo duríssimo contra o Pachuca e vai entrar desgastado. Caso a equipe fosse cadenciadora de jogo, esse argumento não seria válido, mas eles são uma equipe de força e velocidade, a parte física é 80% ou 90% do jogo deles, no segundo tempo deverão abrir o bico. Deverá dar Inter!

O confronto provável entre a Inter e o Inter tem um claro favorito: time milanês! Jogador por jogador, a Inter tem algumas das maiores estrelas do mundo. Mesmo com os desfalques, ainda é um time muito superior à equipe brasileira. O momento dos Nerazzuri é, sem dúvida, complicado, mas nada como um título importante para servir como estímulo para uma reviravolta. O Internacional tem muitas chances, não só a porcentagem que o imponderável dá a qualquer equipe de futebol, mas chances reais, desde que, desculpem o clichê, defenda como time pequeno e ataque como um time grande. Por mais que eu considere Celso Roth um treinador fraco e arrogante, creio que o Inter pode, sim, conquistar o seu bi (sem referência aos gaúchos, por favor) mundial. Mas, como já disse, a Internazionale será a campeã mundial de 2010!

Mas futebol é futebol...

Abelamabela



Mabel
Babel
De minha torre
Do teu Cain
Faça-me o Abel

Mabel
De minha literatura
Seja o Nobel
De meu barulho
Seja cada decibel

Mabel
Mel
Ma Belle
Céu

Se amar é crime
Sou réu!
Mabel

Memórias de Um Amnésico Quase Recifense: Cap I - Tempo de Mudanças (Parte 4)

MATUTINHO: Vamo, Giovanni! Só uma pelada... não vai matar ninguém!

GIOVANNI: Eu não vou, Matutinho... quero ficar em casa!

MATUTINHO: Eu juro que toco a bola pra você, desce aí, cabra!

GIOVANNI: Eu já disse que não vou, além do mais, eu não iria jogar no seu time.

MATUTINHO: Já sei...

NARRADOR: Já sabe?

MATUTINHO: Você tá com raiva de mim porque uma certa menina tem saudade de mim e não de você...

NARRADOR: É nessas horas que você se lembra que mora num prédio onde não existe um sistema eficiente de segurança da informação...

GIOVANNI: Você tá doido!

MATUTINHO: Acho que quem tá doido é você... doido por uma certa menina... deixa eu lembrar o nome...

NARRADOR: Não fale...

MATUTINHO: Acho que o nome dela começa com “C”...

NARRADOR: Não fale...

MATUTINHO: Depois vem o “A”...

NARRADOR: N-ã-o f-a-l-e...

MATUTINHO: Calma, calma... você acha que eu sou doido pra dizer bem alto que você é afim de Carol???

NARRADOR: Qual? Aquela que acabou de chegar e ouvir tudo?

GIOVANNI: Eu te odeio, Fernando! Quero que você morra!!!

NARRADOR: É isso... minha vida amorosa arruinada por um cara dois anos mais velho do que eu, que não sabia usar a maldita língua que possuía. É, vale salientar que eu ainda não sabia que pra se beijar usa-se, também, a língua. O fato é que o odiei naquele momento como eu odiava a minha mãe quando ela me dava as suas surras sem fim ou fazia seus trocadilhos infâmes. A conseqüência disso foi que, naquela semana, eu fiz de tudo para me tornar invisível, troquei de cadeira com um amigo meu, me escondi no banheiro na hora do recreio, e, quando a coisa parecia sair do controle, decidi fingir que estava doente. Levei outra surra quando minha mãe descobriu, mas as dores do corpo compensavam o meu coração e a meu ego poupados. Até que, uma semana depois, a campanhia toca...

GIOVANNI: Carol? O que você tá fazendo aqui?

CAROL: Você tá bem, Giovanni?

GIOVANNI: Mais ou menos? O que você tá fazendo aqui?

CAROL: Vim saber como você tava, fiquei sabendo que você tava doente...

GIOVANNI: É, mas não vou morrer, não... relaxe! Mais alguma coisa?

CAROL: Não... na verdade, sim! Eu queria te dizer uma coisa...

NARRADOR: Que morreu de rir com a notícia dada pelo “muy amigo” Nandjinho e que eu perdi o seu momento de...

CAROL: Senti saudade de você hoje!

NARRADOR: Como assim, saudade?

GIOVANNI: Como assim, saudade?

CAROL: Saudade, ora...

GIOVANNI: Como a que você sentiu por N-a-n-d-j-i-n-h-o?

CAROL: Não... uma saudade diferente.

NARRADOR: Como assim, diferente?

GIOVANNI: Como assim, diferente?

CAROL: A saudade que eu sinto por ele é de colega...

NARRADOR: E a que sente por mim é de que? De vizinho?

CAROL: A saudade que eu senti hoje por você é diferente...

NARRADOR & GIOVANNI: Sei...

CAROL: Não sei como te dizer... é algo que eu nunca senti...

NARRADOR: Como assim, nunca sentiu?

GIOVANNI: Como assim, nunca sentiu?

CAROL: Acho que eu gosto de você!

GIOVANNI: Olha, Carol, eu também gosto de você, mas...

CAROL: De verdade... eu gosto de você de verdade.

NARRADOR & GIOVANNI: Como assim, de verdade?

CAROL: Você deve estar achando que eu sou doida, mas depois que Nand... ops, Matutinho disse aquilo, eu não parei mais de pensar em você. Você é legal, bonito, e é baixinho, do jeito que eu gosto...

NARRADOR: Do jeito que ela gosta?

CAROL: Além do mais, é um bom companheiro e eu adoro ficar junto de você, mas só percebi isso nesses dias que ficamos afastados.

NARRADOR: Acreditem, já estávamos conversando a quase duas horas...

GIOVANNI: Acho que entendo... mas isso quer dizer que você... você quer...

NARRADOR: Eis que, para estragar tudo, surge a minha mãe, junto com o meu pai. Porém ambos estão com uma cara triste e abatida como poucas vezes eu havia visto.

MÃE: Giovanni, você tá bem?

GIOVANNI: Claro que sim, mainha... porque?

MÃE: Nunca mais eu quero ver você jogando bola por aí viu?

GIOVANNI: Como assim, mainha? O que foi que eu fiz?

NARRADOR: Eis que ela me abraça e começa a chorar...

MÃE: Aquele seu amigo, Fernando...

GIOVANNI: O que tem ele, mãe? O que foi que ele disse?

MÃE: Não disse nada...

PAI: Nem vai dizer...

MÃE: Filho!!!

NARRADOR: Naquele momento passou algo estranho pela minha cabeça. Meu pai havia feito uma piada, mas não abrira um mínimo de sorriso. A reação da minha mãe havia sido agressivamente estranha... não que ela não fosse estranha e agressiva normalmente, mas naquele momento foi diferente, me veio um pensamento... mas não... não em meu bairro, não com ele, não com...

MÃE: Fernando morreu há uma hora, meu filho.

CAROL: O quê???

MÃE: Gangrena na perna, semana passada ele estava jogando bola e se machucou. Por algum motivo ele não cuidou e deu nisso, ele morreu no hospital agora a pouco e os parentes dele me ligaram avisando. Eu sinto muito.

PAI: Lamento, filho. A vida é assim!

CAROL: Como assim, morrer? Não se morre novo assim? Como assim, morrer???

(continua...)