sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ela em 5 frases.

Branca, não sei se de neve ou de coco, seu nome me lembra pensão. Sua calça jeans se encaixa bem em seu franzino e belo corpo. Sua camisa, da cor de burro quando foge, se encaixa igualmente bem. Seus olhos lindamente redondos parecem pedir algo. Seus cabelos pedem um cafuné, e sua textura lisa e sedosa torna-se um irrecusável convite.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Eita porra, Gol!

Decidi limitar o giro do motor que é o meu cérebro. Impossível? Talvez para vocês, pobres mortais. Saibam que estão lidando com um ser superior, de uma inteligência incomparável, porém, inútil. Sou tão inteligente que só escolho as piores opções.

Vou exemplificar: imaginem um meia canhoto que joga sempre pelo lado direito do campo, ao chegar perto da linha de fundo, com a bola dominada, e encontra um marcador.

Em 90% das vezes das vezes, o atleta faz a jogada preparando para o seu pé esquerdo, ou seja, fazendo o drible em direção ao meio. Este meia, em centésimos de segundo, pensa em dar o corte para dentro, em direção à linha de fundo, preparando para o seu pé direito, na tentativa de surpreender o seu marcador.

Porém, no meio do caminho, ele imagina que seu marcador pode estar pensando o mesmo que ele e prefere fazer o óbvio para, assim, iludir o dito cujo.

Resultado? Desarme, contra-ataque e gol do adversário.

Eu estava levando muitos gols assim.

Eu e Bárbara.

Bárbara, eu presto!

...

Caralho, Bárbara, eu presto!

...

...

Foda-se, eu prestobárbara!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Michelo-Totô

Um tolete velho, branco, cheio de rugas, que fala incontrolávelmente, ora transferindo conhecimentos imprescindíveis, ora enrolando, indeliberadamente, os seus companheiros de latrina.

Ele é o ente principal e, consequentemente, mais vulnerável da latrina. Como está velho, desmanchando-se e a descarga pode ser dada a qualquer m0mento, ele tem pressa em convencer os habitantes da latrina que seus argumentos e convicções são as mais corretas.

Ele incomoda muita, mas muita gente!

Antes o barulho do conteúdo que o silêncio do vazio.

É um tolete louvável, um tolete raro!

Chororô

Chora,
Chora, pasmalhaço
Pois virou algodão doce
Os teus nervos de aço

Chora,
Pasmalhaço, chora
Pois cheiraram teu alcool
E beberam tua cola

Chora,
Chora, pasmalhaço
Pois fizeram macarrão
Com teus cadarços

Chora,
Pasmalhaço, chora
Pois nem fizestes tudo
E chegou tua hora

De morrer...

De rir!

(Guma & Zadi)

Psico-Samba Morenante (Trilogia PSI - Parte Final)

Mas que carga tão pesada tu carregas
E eu querendo quebrar regras
Pra não sofrer de desamor

Que ilusão!
Mas só sei que tu alegras
E me livra dessas trevas
Que fazem de mim um perdedor

Talvez serias um amor intinerante
Um brinquedo em minha estante
Sequer um caso iniciado

Que ilusão!
Tua presença é tão distante
Sendo o óbvio ululante
O teu não como recado

E caso encerrado!

Desilusão!
Alcançar essas tais metas
É o que dizem os alertas
Dos avisos dos caretas

Mas meu tesão
Só aumenta a cada instante
Pela psico-morenante
A razão das minhas letras

Psico (Mar & Ilha) (Trilogia PSI - Parte 2)

Morena,
Sequer imaginas o que fazes
Mas me explique as fases
Desse meu sentir

Morena
Será tua missão acadêmica
Provocar paixão epidêmica
Me diz pra onde ir

Pois teus óculos
Teus olhos
Teus olhares

Me adicionam aos milhares
Que desejam te ter

Pois teu sorriso
Tua cor
Teus andares

Me atraem às identidades
Do teu desconhecido ser

Morena
Essa tua voz de criança
Me traz de volta a esperança
Talvez, infância perdida

Morena
Não me analise agora
Quem, essa frase, ignora
Perde horas de vida

Pois teu cheiro
Teu colo
Teus colares

Derrubam todos os pilares
De quem, a ti, não quer ceder

Pois teu sorriso
Teu corpo
Teus lugares

Faz com que tudo o que falares
Provoque o meu derreter

Pois teu ser gira no ar
Pois teu ser quer viajar
E conquistar, e constatar
Sempre a girar

Usando esses óculos, a girar
Sendo mar e ilha, a girar
Até amar.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Psicogênese (Trilogia PSI - Parte 1)

Psicalgia,
Não me deixa escrever
Mais nada, nesse momento

Psicotrópicos
É o que eu preciso
Pra curar esse sentimento

Psicodélico
Psicoléptico
Psicossomático

Queria poderes pra te trazer pra cá
E fazer de ti um ser psicoanaléptico
Psicocinese pra te fazer levitar
Sem me importar se seria ético

Pois você é minha psicogênese

Faça:

Grite,
Mas ninguém vai escutar seu dizer
Ninguém vai se importar com você
Ninguém vai desistir
Do seu ônibus
Por amor

Evite,
Mas ninguém sequer vai perceber
Nem nada vai acontecer
Ninguém vai desistir
Do Carnaval
Por amor

Corra,
Mas ninguém vai atrás de você
Pois ninguém quer nem saber
Ninguém vai desistir
De um gol
Por amor

Morra,
Ninguém vai se entristecer
Ninguém chegue a perceber
Ninguém vai desistir
De foder
Por amor

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Ê, Manú, Ela! (ou Samba do Sorriso)


Morena
Por qual motivo teu choro chora?
Por qual motivo a lágrima rola?
Se eu estou aqui...

Morena
De quem é a culpa dessa dor de agora?
Será de Bush ou será da Coca-cola?
Quero te ver sorrir...

Pois teu sorriso felicita, facilita
Vem premiar, vem permear
Então vem, meu bem, amar!

Então vem, meu bem, amar!

Morena
Por qual motivo perdestes a hora?
Por qual motivo teu peito implora?
Se eu estou aqui...

Morena
Quem será teu salvador nesta história?
Quem será que terá tamanha glória?
De te fazer sorrir...

Pois teu sorriso gratifica, retifica
O que não há, e que pra estar, quer ar
Então vem, meu bem, amar!

Então vem, meu bem amar!

Pois teu sorriso paraliza, estatiza
Ou privatiza a estatal que prejuízo dá
Sejas aquela, Emanuela, meu par.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O diário de Gui, a magrela.

De tantas formas já me tocaram, alguns de uma forma completamente insuportável, ora monótona, ora espalhafatosa demais. Outros, com uma maestria genial, fizeram de meu corpo sensível o caminho mais curto para o nirvana, ou mesmo para o mais orgasmático dos infernos.

Já me usaram de uma forma frenética, quanto mais movimentos por segundo, melhor. A superficialidade desses movimentos é o que incomoda. Eu sei que é algo inerente a qualquer tecnicismo exacerbado. As vezes não é a velocidade que importa, e sim, o jeito de se fazer a coisa.

Já me pegaram com força. Quase me arrombo toda. As pancadas e o peso, ou seja, a intensidade brutal. É uma forma que pode até satisfazer, mas, falta um pouco de suíngue, algo que atinja a alma, algo mais preciso e menos incômodo de agradar durante o ato.

Também já rolou de uma forma mais suave, contínua, quase que tântrica, quase que transcendental. O céu foi o limite, mas... faltou um pouco mais de velocidade, um pouco de violência, sei lá... agradar completamente é difícil.

O que importa é emitir sons diferentes a cada estilo e sentir o orgasmo alheio. Guitarras foram feitas pra isso.

Sonho Felino

Quatro gatos sonharam...
Que quatro gatos sonharam...
Que quatro gatos sonharam...
Que quatro gatos sonharam...

Que o mundo inteirinho
Só diria miau!

(Guma & Zadi)