sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 de Setembro

Há 8 anos, lembro bem, eu estava gaziando aula, jogando manager. Entrei em frenesi ao ver aqueles aviões penetrando aquelas torres, parecia um título de Copa do Mundo, para mim, que odiava os estadunidenses.

Hoje, um avião penetrou meu corpo metafísico, fez de mim uma torre em chamas e, logo após, me fez desabar.

Mas não tenho pena nem de mim, muito menos dos estadunidenses. Afinal, se Obama surgiu por lá, alguém pode surgir por aqui.

Que não demore 8 anos, por favor!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Revogue

Não vá simbora, morena
Pois nem minha morte é pena
Tão cruel para mim

Não vá simbora, morena
Pois é você, minha pequena
Meio meio e meu fim

Não vá simbora
Pois você chegou quase agora
Pra alegrar minha existência

Não vá simbora
Revogue essa lei que vigora
Nesse mundo sem essência

Pois quando o meu corpo
Teu corpo toca
No mundo, a maldade
Toda se intoca

Pois quando minh’alma
Encontra a tua
A Lua também quer
Ficar toda nua

Pra participar
Desse lindo amor

Pois quando o meu corpo
Teu corpo toca
Pois quando o meu corpo
Teu corpo toca

Pois quando o meu corpo
Teu corpo toca...

Por Te Amar

Odeio você
Por querer, por outro, morrer
E, por outro, desaparecer

Me deixando
Tão só

Odeio você
Por não querer abrir os olhos
E pelos teus “até logos”

Que na verdade
Eram adeus

Te odeio pelos meus
Te odeio pelos seus

Odeio você
Por não crêr ser possível
E por ser tão irredutivel

Quando a resposta
Era “não”

Odeio você
Por ter me deixado louco
E por me odiar tão pouco

Quando te queria
Feroz

Te odeio por mim
Te odeio por nós

Odeio você
Por juntos não termos
Entrado no mar

Odeio você
Mas só te odeio
Por te amar

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Por acaso e por insistência...

A conheci por acaso. A conheci por insistência. Um rosto em minha tela, belo, com um sorriso que me conquistaria, mas que me deixaria inseguro, de tão belo que era, de tão fascinante que seria.

O contato indireto, que nunca foi do meu feitio, foi a solução. Eis que descubro que ela tambéms queria me conhecer, que ela também queria saber quem eu sou, que o interesse era recíproco.

O medo trasformou-se em esperança e, logo após, em frustração. Era revelado a mim, por ela mesma, que existia alguém. Este balde de água fria foi seguido pela chama da esperança quando, em pouco tempo depois, eu soube que a pretensa relação teria acabado.

A partir daí, foram horas e horas de telefonemas, de algumas demonstrações públicas de afeto e de várias particulares, 6 horas sem se falar eram uma eternidade. Algo cresceu muito e muito rápido.

Pois é, tudo estava muito bom para ser verdade. Primeiro o cipume dos dois lados, depois os desencontros e conscidências infelizes, e enfim, nossos erros, nossos defeitos estimulando nossos comportamentos, acusações de ambos os lados. Veio o primeiro adeus.

Chorei e sei que ela também chorou. Sofremos juntos, porém separados. A personalidade de cada um nos levou a caminhos diferentes. Ela, a se envolver com outra pessoa. Eu, a esperar as coisas esfriarem e torcer para o amadurecimento de ambos os lados.

O inevitável aconteceu. A reaproximação com um tom saudosista, como se tivéssemos voltado ao tempo das flores, com as perguntas mais romanticamente capciosas possíveis de ambos os lados e a consciência de que nos amávamos, cada um do seu jeito, cada vez mais clara para ambos.

Alogo, porém, era diferente de antes, havia um terceiro, que sequer encarei como um adversário, que sequer tratei como um. Infelizmente, a hombridade e o caráter não trazem benefícios imediatos, a curto prazo. A ausência de ambos, sim. O benefício de se jogar sujo pode durar anos, décadas, quem sabe, ser algo irrevogável. Covardes, sim, mas se dão bem. É uma pena que prefiro a contra-mão deste tipo de comportamento, como diria Gandhi, as vitórias da verdade nunca foram obtidas sem riscos. Como sou um bom filho dele, assim segui.

O segundo e definitivo adeus foi dado. Talvez por mentiras de terceiros plantadas, ou por objetivos escusos alcançados... Eu não posso reclamar de nada! Na verdade, não podemos, nem eu, nem ela. Pois assim como nos conhecemos, perdemos, um ao outro.

Nos perdemos por acaso. Nos perdemos por insistência.

Bento São

No motel do mosteiro
Não é cobrado dinheiro
Todas as trepadas são sacras

Ósteas e clitóris, lambidos
Sugadas, todas as libidos
Orgasmos, rezas e mantras

No mosteiro, só no mosteiro
Tudo é absolutamente normal!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Palhaços do Porto

Vindos da Lua
Somos dois palhaços
Viajando através do laço
De um astro até a praça

Vindos da rua
Surfando no disco cósmico
Gozando na baba cósmica
Fiapos de Deus e guerra

Vindos da lama
Onde o místico vem do lixo
Onde lírico não tem brilho
E o circo não tem fama

Somos dois palhaços
Costurando os mil pedaços
Do imenso caos poético
Desmistificando tudo que é métrico

A verdade é base da nossa idade
É a base de nossa mentira
É a vida que nunca finda
Dos palhaços a bela atividade

A maquiagem que nos mostra o real
A máscara que esconde a loucura
A promessa que nunca dura
Mais que o sorriso q cura o mal

Somos apenas dois palhaços
Que se apresentam nessa praça
Que hilários vivem sem graça
Recolhendo nossos próprios pedaços


(Guma & Zadi)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Nota de esclarecimento.

Depois que postei a letra "O Neto de Terezinha (Ou História que Chico Não Contou)" recebi uma reclamação de uma pessoa que se sentiu insultada pelo texto, dizendo que ela estava sendo retratada nos seguintes versos:

A terceira chegou
Como quem fosse pro nada
Era uma puta velada
E, se matar, também tentou

Ela não sabe dos meus gostos
E nem sabe o que quer
Se é deitar na minha cama
Na de Fulano ou na de Mane

Não lhe dei umas lapadas
E nenhum tipo de agressão
Ela disse: “não és de nada”
E mais uma vaca disse“não!”

Enfim, venho afirmar que não há pessoas reais nesta história, que nasceu de uma conversa entre amigos onde falávamos sobre as diversas características das mulheres e as tentativas soluções que os homens decidem testar. Quem reparar bem verá os dois tipos de mulher que mais incomodam a nós, homens, que são as loucas e as putas, respectivamente. Confesso que o exemplo para as putas que utilizei teve algo de preconceituoso, mas foi o que eu consegui rimar. Já a terceira personagem é a junção das duas primeiras, com a qual o personagem em primeira pessoa opta por agir diferente das duas anteriores. Enfim, não passa de uma construção.

O fato é que usei apenas personagens, sem a intenção de citar ninguém. E espero que a pessoa reclamante não tenha se identificado com os adjetivos usados, coisa que me deixaria triste e preocupado com o seu futuro.

Espero não receber mais reclamações.

Um grande abraço para todos!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Centroavante.

O centroavante é aquela figura mitológica que têm o controle sobre o espaço e o tempo. É aquele que, com um toque na bola, decide uma partida, faz a alegria de seus torcedores e provoca a tristeza dos seus adversários.

Há todos os tipos de centroavantes. Uns, leves, outros, pesados, há os centroavantes altos e os baixos, os habilidosos e os pernas de pau.

Mas se ele é centroavante, é pelo fato de que seu ofício é colocar as bolas pra dentro das redes, portanto, cuidado.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A Bela Moça Que Me Lembra(va) Pensão


Para Tamires Costa

Creio que não mereces ser descrita
Apenas na forma de uma prosa
Peço que tomes, como uma rosa
Os versos de minh’alma maldita
Sei, de amor, és transbordosa
É fácil perceber, és carinhosa
E o contrário, ninguém acredita

Fazes de sua vida uma coisa restrita
Não procuras ser tão estilosa
Sentir qualquer sensação horrorosa
É uma das coisas que você evita
És frágil a alguma rebordosa
Porém sua silhueta é perigosa
Moça de ouro, uma valiosa pepita

Eu já assumi que, antes, não sabia
Se és branca de côco ou de neve
Mas teus olhos são de uma alma leve
Se muito os olhasse, até levitaria
Fosse de noite, de tarde ou de dia
Passaria a bendita, a alma que escreve
E te peço, desde já, que você releve
Ultrapassagens dos limites da ousadia

Eu imagino que seu olhar já invadia
Quem, há tempos, encará-lo se atreve
Ao teu olhar não se dá um olhar breve
Ele é mistura de ternura e simpatia
Ódio, compaixão, garra e alegria
Aumento salarial e estado de greve
E com a pureza de quem se atreve
A ficar triste em meio à plena folia

Sua magreza vem de forma elegante
E seu sorriso, com uma rara beleza
Em outra vida, terás sido realeza?
A resposta: mais um óbvio ululante
Pois teu sorriso é troféu na estante
É o remédio para qualquer tristeza
E redenção pra qualquer malvadeza
Que você invente de levar adiante

É, das imagens, aquela mais dopante
Aquela que dá a mais pura certeza
Que, no mundo, não teria impureza
A partir daquele belo e exato instante
Que, de tropas, ele estivesse adiante
Acalmaria os momentos de incerteza
Tivesse, um guerreiro, grande destreza
Nunca tentaria atacar um semelhante

Tua voz escutar, uma emoção tão rara
Já que não falas tão constantemente
Elevas cada ser e compras cada ente
Criando, em alguns, o pecado da tara
Em cada ouvido em que tua voz entrara
Criar-se-ia, logo, mais um doente
E tomado seria um tubo de aguardente
Por aquele que tua voz desencaminhara

Pois ela soa tão linda e tão clara
Que faria um satanista virar crente
Ou até político safado virar gente
E devolver o dinheiro que roubara
Tua voz faria meu corpo ficar odara
Me fazendo cantar de tão contente
Faria um culpado virar inocente
Abriria um oasis no deserto do Saara

Eu já assumi que o teu lindo nome
Sempre que ouço, me lembra pensão
Isso já me deu até muita aflição
Coisa que hoje já não me consome
É teu rosto lembrar para que tome
Ao sentimento, outra siginificação
Pois teu nome pode ser a solução
Fazendo de mim um poeta de renome

Bem sei que poema não mata a fome
Nem paga a água, a luz ou pensão
Mas ela provoca aquela tal emoção
É o alimento que nossa alma come
E a tristeza, depois disso, some
E tu, ambulante poema ou canção
Fostes a mais bela inspiração
Para que, ao cordel, eu retome

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Aviso aos navegantes:

Venho, através desta postagem, avisar que voltarei a escrever sobre esportes e política no “Palavras do Guma”, já que não estou tendo tempo para escrever no “Bola Pensante”!

Abraços!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Moça Salgada de Lua



Moça bonita de Sol
Moça salgada de Lua
O teu corpo flutua
Em meu arrebol

Me mostre o que fazer
Para teus lábios de fogo
Serem só meus de novo

Me mostre o que fazer
Para o teu juízo de Lua
Me querer de novo na tua

Moça sagrada de Sol
Moça escondida de Lua
O teu corpo flutua
Em meu arrebol

Me mostre o que fazer
Para que o teu corpo de fazes
Se arrepie com minhas frases

Me mostre o que fazer
Pra que o teu sorriso lunar
Seja novamente o meu lar

Vamos ensolarar o óbvio
Vamos ocultar o ódio
Vamos dizer sim ao amar
Que assim o mundo vai levitar

(Música incidental: Vai Levitar - Léo Zadi)

La Dolce Vita

Aquela que seria a tua cama
Assim como minh'alma, reclama
E está podre, e fede, e espanta

Aquela que seria a tua doce vida
Assim como minh'alma, anda perdida
E está podre, e fede, e espanta

E a dolce vita
De quem vomita
Frases de amor
Sem nenhum pudor

Me causa inveja
Me causa a morte

Me custa a sorte.