quinta-feira, 18 de novembro de 2010

L's de Kelly



Apele, Kelly
Não me deixe partir
Menina

Revele, Kelly
O amor que há de vir
Menina

Pois teus olhos
São estrelas
Sementes
Do meu olhar

Teus cabelos
Dourados
São o ouro
De me comprar

A tua pele
Tão branca
É seda
Pra me acochar

Teu sorriso
Me leva
Ao sorriso
De levitar

Não gele, Kelly
Se meu corpo explodir
Menina

Expele, Kelly
Tuas mágoas ao rir
Menina

Pois tua alma
Tão limpa
Esconderijo
Pra me encontrar

Tua voz
Serena
É sinfonia
Para sonhar

O teu gênio
Inconstante
Montanha-russa
Do teu amar

O teu beijo
Secreto
Segredo
A me premiar

Atrele, Kelly
A ação ao teu sentir
Menina

Cancele, Kelly
Algum dom de mentir
Menina

Me deixa te olhar
Teus cabelos, cheirar
E a tua pele tão linda, acariciar

Me deixa sorrir
E te fazer sorrir
Deixa no teu corpo o meu corpo explodir

Me deixa te encontrar
E me encontrar
Me deixa poder contigo levitar

Me deixa sentir
O amor que há de vir
Deixa esse amor, tua alma invadir

Não fuja...
Não fuja, galega...

Não dê o “L”, Kelly!
Não dê o “L”!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Bosta Nova


João Paulo Güma - Bosta Nova


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Faixa do disco "Inside" de João Paulo Güma

Coralize

Foto: Vicente

Acorda, Cora
Coração alado
Que me condecora
Com a matéria do teu ser

Já chegou a hora
De decorar a alma
Daquele que teu corpo
Levemente escora sem ver

Cora...
Coralize...
Esse Recife
Realeza ou escória

Cora...
Acorda...
Esse Recife
Com risada de pombogira

Me deixe corado
Completamente envergonhado
Me deixe acocorado
Deveras desenergizado

Incendiado
Pelo que teu corpo acalora, Cora...
Pelo que teu corpo acalora, Cora...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Arte & Isolamento


Tenho a impressão, desde os tempos de início de composições, em meados de 1995, que o artista produz sua arte muito mais para se esconder do que para se revelar. Quando digo se esconder, falo no sentido metafísico. É possível esconder-se e aparecer ao mesmo tempo. Conheço artistas que são assim, que circulam com a sua pretensa arte, na expressa intenção de aparecer, mostrar-se ao público, não como ele é, mas como ele quer ser visto. Isso, a arte tem funcionalidade para muitos para realizar esse sonho humano, transparecer aquilo que ele quer que seja visto como verdade.

Não julgo os que assim fazem como artistas maiores ou menores, o que importa é o produto final, dane-se o artista em si, ele é um mero instrumento, sua arte é o que importa. O que quero observar aqui é o fato de que existe o artista que utiliza a própria arte nem para se esconder, muito menos para aparecer, mas para se encontrar.

Não me sinto tão fora desse “clube”. Na época em que iniciei o meu primeiro (e, até agora, único) romance, “Amor de Mordaça”, percebi em mim uma elevação do meu conhecimento em relação ao outro e em relação a mim mesmo. Mas há uma questão nisso tudo que é de suma importância. Não há como se fazer a “arte do conhecer-se” sem o isolamento, sem o olhar no espelho e perguntar-se quem é você e o que você veio fazer aqui neste plano. Fazer essa pergunta e não ouvir uma resposta alheia é o início do processo, fabricar-se (ou reciclar-se) em ser e em arte é o próximo passo. O restante do processo é conseqüência.

O resultado disso tudo pode ser desastroso ou salvador, no meu caso experimentei as duas facetas do processo, primeiro a euforia da obra pronta, depois a depressão por coisas mal resolvidas dentro desse mesmo processo. Por etapas que não admitiram-se queimadas impunemente. Mas arte não é o grau mais alto da capacidade humana por um mero acaso. O “fazer arte” é algo que transcende as intenções, as ações e as reações. É a benção primordial.

Artistas, Isolai-vos e recriai-vos!!!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Segunda Magia


Joao Paulo Guma & Leo Zadi - Segunda Magia | Upload Music

Faixa do disco "Poesia, Magia & Rabeca" de João Paulo Güma & Léo Zadi

Só Mautner Salva


Há dias que o dia parece que não vai acabar. Ontem, 10 de Novembro, por exemplo. Pareceu uma semana inteira! Ver quem não se quer ver, no dia em que não se quer ver, junto de pessoas que, definitivamente, você sequer deseja que exista não é o melhor fim de tarde, que já parecia fim de semana. Pior, já parecia o fim do mês iniciado na hora zero desse mesmo dia.

Mas a sorte e o azar, o amor e o ódio, são lados da mesma moeda. Dois lados da moeda mirabolante da vida, este malabar embriagado que nos faz passageiros iludidos de uma espaçonave transcendental. Há de se convir que o processo de transição entre a sorte e o azar, o amor e o ódio e outros antônimos primordiais são quase imperceptíveis, se é que há essa transição, se é que não passamos de seres movidos, apenas, por referenciais positivos e negativos e essa baboseira de bem e mal não passa de uma convenção. Mas ontem, dia que sarcasticamente apelidei de “O Natal do Amor”, encontrei um dos homens que sabem falar sobre o amor da forma mais sublime que existe. Seu nome é Jorge Mautner!


Para quem não conhece o homem, pergunte ao senhor Google, pesquise, deixe de ficar procurando as novas modinhas da internet, deixe de assistir essas séries ridículas (que, definitivamente, não são engraçadas), deixe de ouvir a poesia quadrada das bandinhas de rock brasileiras ou estadunidenses, ou mesmo da MPEB (Música Popular das Entendidas Brasileiras). Melhor, faça tudo isso, mas com a noção do quanto é ridículo e sem conteúdo isso e muito mais que a(s) mídia(s) nos oferecem. Pesquise Jorge Mautner, entre tantos outros gênios da música brasileira. Livre-se da alienação.


Mas, voltando mesmo a Mautner, num encontro antes de seu show, ontem, na concha acústica da UFPE, ele diluiu com poucas palavras algo que me angustiava. Tudo bem que antes mesmo do encontro ele já havia dito “Você foi pela estrada assim/Como quem não vai volta/Quem fica é quem chora/Até se acabar/Minhas lágrimas se acabaram/Mas não a vontade de chorar/Te amei no dia em que te vi/Domando um bando de leões/Domando aquelas feras, conquistando os corações/Dizendo que o amor nunca morre porque tem ressurreições/Sete mil quartos secretos guardam um segredo/Só o amor, só o amor pode matar o medo” (Ressureições – Jorge Mautner/Nelson Jacobina). Basicamente um recado musicado.


Já havia sido o suficiente, mas, para completar, ainda tinha um “Você, olhos de fuligem/Vê se acalma a alma na obsessão/Só vai se dar bem, com alguém, alguém de Virgem/E muita Atenção com essa mordida de Escorpião” (Namoro Astral – Jorge Mautner). O show em si foi experimental, com maracatu, ciranda e a sua presença tal como um mestre de cerimonias musical, quase xamânico, com seu violino mágico.


Dormi com as lembranças do dia, de como senti o calor e o frio das pessoas, o amor e o ódio, de como o azar e a sorte fazem parte de um mesmo momento, de um mesmo dia, de uma mesma vida. Lágrimas negras cairam... sairam... doeram:
 


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Desamado, Desarmado e Desalmado



O que seria do ser amado sem o amor desejado? Puta merda, sinto-me o pai do clichê, nesse momento. Sinto-me cansado desse discurso, sinto-me completamente insuportável falando deste tema. Vejo-me como mais um, e eu sou “estrela”, odeio ser mais um. Quando o assunto é o amor, tenho sido mais verborrágico do que um debate entre Tom Zé e Paulo Michelotto. Pior... quando o assunto é o Brochante Desamor Desalmado (assim, com letras maiúsculas, a lá Kerouac e eu mesmo, em “Amor de Mordaça”) Eu tenho sido o mais insuportável dos seres. Porra... onde quero chegar?

A pergunta certa seria: de onde quero sair? De onde todos nós queremos... e lá vou eu, o Magnífico Estrelinha Multifuncional Comunista Desempregado, juntando-se à plebe... quero, definitivamente, sair do Fuderoso Limbo do Amor Descorrespondido & Transmutado em Desamor.

Na verdade, quero não! Já superei essa fase. O que eu quero é que vocês amem! Isso mesmo, amem! Não falo do amor incondicional, aqueles que são praticamente congênitos, nem mesmo os adquiridos através da amizade, os riscos desses tipos de amores são ínfimos se comparados com aquele ao qual me refiro. Falo daquele amor, avassalador, enlouquecedor, aquecedor e extremista, aquele amor que você olha para trás e não vê mais nada, apenas ele.

Pouca gente tem a coragem (isso mesmo CORAGEM) de viver um amor como esse acima citado. Vai contra os princípios moderninhos e pseudo-libertários da convivência contemporânea. Eu mesmo, não sei se tenho coragem de entrar nessa fogueira mágica, que só te machuca no momento que você sai dela. Essa falta de coragem de minha parte seja por, talvez, eu ainda estar machucado pelos efeitos desta dor. Além de perigoso, tornou-se brega amar, tornou-se mais brega ainda falar sobre o amor, talvez pelo fato de que ele não é mais vivido com aquela intensidade dita anteriormente. Não estou querendo ser moralista, principalmente pelo fato de que o amor ao qual me refiro é completamente imoral, mas os amores descartáveis são regra, nos dias de hoje.

Tempos atrás escrevi um espetáculo chamado “Menos Bares & Mais Malabares”, falando da decadência de nossa cidade e de nossas almas... basicamente divaga sobre o fato de que vivemos num mundo com menos poesia e mais comércio, com menos confeitos e mais balas, com menos Capiba e mais Spock, com menos música e mais couvers, menos liqueur e mais corantes, menos Chico Science e mais China, menos alegria e mais alergia, com menos confetes e mais poluição... com menos talvez e mais não.

Para bom entendedor, meia palavra basta... e eu já escrevi um texto inteiro!

10 de Novembro

O Natal do amor.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Elaís



Lá, isolada do mundo, na multidão feroz
Está ela, isenta da mediocridade atroz
Ela... Isoterapia do amor com amor
Ela... Istmo entre o bem e o bem

Elaís... O Amor que vem
Ou não...
 Mas ela vem
Senão...

O amor estará encrencado
Sem sua arauta maior
E o futuro, ameaçado
E o sentimento, ainda pior

E ele
Isolado
Abalado
Encurralado

Chamará...
E ela, isto, fará:
Amará!

Com todo o seu  laialaiá!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

DS(E)T (ou The Uggy History)


A gonorréia que eu peguei com a marciana
Que, hoje, já não me ama
Chega a me entorpecer

Espie só, que extraterrestre tão sacana
Gozo tanto em minha cama
Que não quero mais prazer

Ô, me cure, Uggy!
Me diga o que devo fazer...
Ô, me cure, Uggy!
Pra esse orgasmo interromper...

Ô, me cure, Uggy
Trate de me obedecer
Ô, me cure, Uggy
Pois, desse jeito, eu vou morrer!!!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Lua Vermelha



Menina da Bahia
És minha noite e meu dia
És meu dia de Lua
Minha noite de praia

Que esse tua vida seja uma piscina
E teu olhar, a minha raia...

Que essa Lua que é teu sorriso
Ilumine como o Sol que é tua alma
Que me deixe nervoso
Me matando de calma.