domingo, 24 de janeiro de 2010

O Haiti é Logo Ali!



Eu realmente não queria escrever sobre o Haiti, afinal, ao contrário do que diz Caetano, ele não é tão aqui assim. Mas não é por não ser aqui que fico com receio de escrever, mas sim, por estar sendo notícia a todo momento nos jornais por conta da terremoto que abalou a sua capital, e também pelo fato de que, ao falar desta recente tragédia, eu só vou poder chegar a duas conclusões extremamente polêmicas:

1- Deus não existe (ou é um tremendo filho da puta)

2- O Haiti foi a Hiroshima/Nagazaki do novo milênio.

Vamos partir para a primeira perspectiva: se Deus, como um ser justo e benevolente, escolhe um retalho de país, destruído pela sua história política interna (para se ter uma idéia, no século passado, nada menos do que vinte governantes foram depostos ou assassinados), por embargos econômicos, pelo analfabetismo e pela pobreza para receber um abalo sísmico daquela proporção, a injustiça (ou filhadaputisse, para os mais entendidos) faz parte da sua personalidade original.

Há a hipótese de que Ele não existe, de que Ele é uma tentativa de explicar o (ainda) não explicável. Neste caso ele é absolvido (ora, ora, me peguei julgando Deus) pelo simples fato de não haver um réu para o crime cometido.

Mas há crime sem criminoso?

Senhores, senhores... Algo cheira mal nessa história toda. Deus, talvez, não tenha culpa de absolutamente nada. Não iria interessar a morte de uma militante de “sua palavra” do porte de Zilda Arns, por exemplo. Neste caso, vou à Rússia e, logo após, à Venezuela para tentar encontrar respostas para o acontecido.

A minha segunda perspectiva é baseada em fatos, portanto, é a mais plausível: a marinha russa preparou um relatório onde afirmava claramente que o terremoto do Haiti foi resultado de um teste da marinha estadunidense com uma de suas armas de provocar terremotos.

Este relatório levou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, à imprensa para fazer graves acusações, todas baseadas nas informações russas.

Chávez, como sempre, foi taxado de louco por alguns membros da comunidade internacional... Mas vamos aos fatos:
  • O que interessaria, para os EUA, posicionar um dos seus generais mais importantes (P. K. Keen) num país sem nenhum interesse aparente e numa região longe do epicentro do terremoto dias antes do ocorrido?
  • Alguém pode explicar as movimentações das tropas navais estadunidenses ao redor do litoral haitiano desde 2008?
  • Não seria muita coincidência o fato de que, dias antes, na cidade de Eureka, Califórnia, um terremoto de magnitude 6,5 ocorrer sem nenhuma explicação (e pasmem, sem nenhuma vítima fatal)?
  • A agilidade demonstrada pelos EUA para organizar tropas e ocupar o país com um contingente de quase dez mil pessoas entre soldados e empreiteiros não é um tanto suspeita?
  • Cuba não é próxima demais do Haiti?
Assim como no fim da 2ª Guerra Mundial, quando Hioshima e Nagazaki foram varridas pelas bombas atômicas numa espécie de teste, os EUA teriam utilizado a vida de mais pessoas para as suas sórdidas experiências militares, e a conveniência de se destruir um país já em ruínas para, logo após, tornar-se o salvador da pátria arrasada tornou-se irresistível.

Enfim... eu acredito em Deus e acho que Ele não é um filho da puta.


E que Ele proteja o povo do Haiti.

2 comentários:

  1. São consequências...
    Se ainda te interessa dez meses depois, um texto bem interessante (espero que inglês não seja problema)

    http://www.thirdworldtraveler.com/Haiti/White_Curse.html

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